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Certo dia, um jornalista foi fazer uma reportagem numa cidadezinha do interior, perto de São Paulo. Chegando lá, ele queria fazer uma entrevista com uma pessoa idosa que tivesse algo interessante para lhe contar. Logo avistou um velhinho sentado em sua velha cadeira de balanço, fumando seu cachimbo.
Então ele se aproximou do velhinho e perguntou:
— Olá, será que o senhor pode me dar um minuto de sua atenção?
O velhinho respondeu:
— Sim, meu filho, pode falar.
O repórter então disse:
— É que eu estou precisando de uma pessoa que possa me contar uma história que será publicada em um jornal na minha cidade. Por acaso o senhor sabe alguma história bem interessante?
O velhinho disse:
— Sim, conheço várias.
O repórter disse:
— O senhor pode me contar uma?
Respondeu o velhinho:
— Posso sim, meu filho, ouça com atenção:
Houve uma vez em que a minha cabra se perdeu na montanha. Então todos os homens da cidade se reuniram e, como era de costume, bebemos bastante e saímos à procura da cabra. Depois que a encontramos, bebemos mais um pouco e todos nós transamos com a minha cabrinha.
O repórter, pensativo, disse:
— É uma boa história, mas ainda sim não é o que procuro. Me conte uma história com um final feliz.
O velhinho então começou a dizer:
— Teve uma outra vez em que a mulher do prefeito, aquela gostosona, se perdeu na montanha. Como era de costume, todos os homens da cidade se reuniram, bebemos bastante e fomos à procura dela. Demoramos um pouco, mas a encontramos. Quando isso aconteceu, bebemos mais um pouco e depois todos nós transamos com a mulher do prefeito. Acho que foi o dia mais feliz da minha vida.
Disse o repórter:
— Essa também é boa, mas me conte uma história triste que aconteceu com o senhor.
O velhinho então se desencostou da cadeira, tirou o chapéu da cabeça e disse:
— Teve um dia em que eu me perdi na montanha...
