O filho equilibrista
Aquele molecão vivia sempre com maior tesão, doido pra trepar. Como não tinha grana pra se virar com alguma mulher de programa, o jeito era ele bater uma punheta, lá atrás do muro da igreja.
E, justamente quando o carinha está lá, espirrando, passa uma freira, que tasca o maior sermão:
— Meu filho... Não faça isso que é pecado! Pense no desperdício, em quantos médicos, advogados, engenheiros, cientistas... Quantas vidas você pode estar desperdiçando nesse ato!
O molecão foi pra casa mas, no dia seguinte, já estava assanhadinho de novo, doido pra mandar ver. Foi pra trás do muro e fez como sempre, até que deu uma esguichada que ficou grudada na cerca.
Olha pra aquilo e comenta:
— Ah, que pena... Esse meu filho ia ser equilibrista!
