Gaúcho
O gaúcho chega em uma churrascaria em São Paulo, senta e, indignado, chama o garçom:
— Mas bah! Na minha terra não tem essa história de cardápio. A gente escolhe a carne cheirando a faca do assador.
O garçom deu um sorriso irônico, mas como não queria perder o cliente, o atendeu a caráter.
O garçom dirigiu-se ao assador da carne, pegou sua faca que tinha acabado de cortar um cupim e levou-a ao gaúcho. O gaúcho pegou a faca, colocou-a em frente de seu nariz e exclamou:
— Mas bah! Esse cupim está maravilhoso, me traz um pedaço.
O garçom, assustado, serviu o gaúcho e, logo após, buscou a faca utilizada para cortar a costela e deu para o gaúcho. O mesmo exclamou:
— Mas bah! Essa costela está no ponto, pode trazer.
O garçom, louco da vida com o gaúcho, buscou uma faca e pediu pro churrasqueiro:
— Waldemar (churrasqueiro), passa a mão no pinto e depois esfregue-a nessa faca.
Dito e feito, o garçom pegou a faca e entregou para o gaúcho. Ele colocou-a em frente de seu nariz, suspirou e disse:
— Mas bah! Como esse mundo é pequeno. O Waldemar trabalha aqui.
