Fugindo aos poucos
Dois companheiros de cela estão presos há muito tempo. Um certo dia, o Manuel acorda e, ao olhar para o lado, percebe que João está sem um dedo do pé.
No dia seguinte, Manuel acorda e, ao olhar para o companheiro, percebe que agora João está sem uma de suas mãos, e o fato vai ocorrendo durante vários dias, até que, uma semana depois, após acordar, Manuel começa a gritar desesperadamente pelo carcereiro:
— Carcereiro!! Carcereiro!! Não é que eu queira ser dedo-duro, mas o João devagarinho, devagarinho, tá fugindo aos poucos.
— Calma, Manoel, é que o João está com lepra...
