Duas bichinhas
Duas bichinhas se encontram na rua da praia, centro de Porto Alegre. Uma está toda quebrada: cabeça engessada, perna e braços engessados e de muleta. A outra, horrorizada, pergunta:
— O que houve contigo, colega? Algum trem te atropelou?
A outra responde:
— Não, colega. Estes dias, aqui mesmo neste local, avistei um moreno alto, forte, bonito, e não resisti: dei-lhe uma cantada. Ele convidou para ir no apartamento dele, e ali naquele edifício, no 13º andar, tomei meu banho, coloquei um babydol e fui para a cama. Quando ele voltou do banho, perguntou como eu queria ser tratada. Primeiro pensei em brutalidade, mas como brutalidade está muito manjada, pedi que me tratasse como se eu fosse uma pombinha. Ele me ergueu nos braços, me levou até a janela e disse:
— Voa, filho da puta!
