Doação na escola
Em um colégio no qual a professora de história Nidi tinha uma escola para deficientes na cidade, chamada C.R.I.E., essa semana era a de doação: cada professora iria doar algo para a escola.
Verita foi a primeira:
— Eu doarei todos meus vídeos pornôs, com a minha presença, para vocês aprenderem a fazer sexo correto e quente.
Depois dela veio Terezão:
— Eu doarei todos os materiais dourados porque não aguento mais eles, e para os seus alunos aprenderem a matemática correta.
Elzinha Pocotó:
— Eu doarei todos os mapas e gráficos da escola porque na minha aula só tem gente dormindo.
Giórgia:
— Eu doarei todos meus tênis, chinelos e sandálias porque eu sou anã e só uso salto.
Valdete:
— Eu, todos pensariam, a Valdete pode doar comida, mas a minha comida eu não dou, ela é minha e ponto final.
Dona Nidi, inconformada com Valdete, disse:
— O menina! Larga de ser burra, eu, usando o pensamento de Tutancâmon, lhe digo para ser a bola do C.R.I.E.; as que tinha lá foram mordidas e babadas, como você fede e tem bafo, eles não irão morder você.
Faltava o diretor, seu Osmar:
— Eu doarei grades!
Eis que chegou Luci e dona Nidi lhe fez a pergunta. Três horas depois, sem a resposta, dona Nidi chegou à conclusão e disse:
— Retardados do C.R.I.E., a professora Luci não respondeu porque, segundo Tutancâmon, ela é surda.
E então, após o comunicado, Luci bateu palma sorridente, fingindo entender alguma coisa.
