Djalmão
Numa favela do Rio de Janeiro, dois traficantes entram num barraco, armados e arrastando um rapaz franzino.
Entram no barraco e se deparam com um negão: 2 metros de altura, palito de dente no canto da boca e limpando as unhas com um canivete.
— E aí, Djalmão... O chefe disse que é pra você pegar esse daqui e dar uma enrabadinha nele, que é pra ele aprender a não dar uma de valentão aqui dentro da favela.
O Djalmão, sem olhar, dá uma resmungada e diz:
— Joga ele aí no canto que depois eu dou um jeito nele!
Logo que os traficantes saem, o rapaz começa a falar:
— Pô, seu Djalmão, o senhor podia quebrar o meu galho e me deixar sair. Eu juro que não conto nada pra ninguém.
— Depois eu decido...
Meia hora depois, entram os traficantes novamente carregando um outro indivíduo e dizem:
— Djalmão... o chefe disse que esse é pra você cortar as duas mãos dele. É pra ele aprender a ter respeito e não roubar mais dinheiro das drogas do chefe.
O Djalmão resmunga e diz:
— Joga ele aí. Depois eu dou um jeito nele!
Quinze minutos depois, entram os traficantes novamente carregando um terceiro indivíduo e dizem:
— Djalmão... esse é pra você cortar a língua dele e furar os dois olhos. Ah! O chefe disse que também é pra você cortar o bilau dele, que é pra ele aprender a não mexer mais com as mulheres daqui da favela.
Logo que eles saem, o rapaz se dirige ao Djalmão e fala:
— Eu sei que o senhor é um homem muito ocupado e cheio de tarefas a fazer, então, sem tomar muito o seu tempo, gostaria apenas de lembrá-lo: eu sou aquele primeiro, o da enrabadinha, tá!
