Cirola (cueca)
Um homem nunca tinha usado cirola. A mãe dele falava:
— Tem que usar, meu filho!
— Não, mãe, eu gosto é do vento a favor.
Chegou o dia da festa, ia tocar o Cebola e o Tião. Ele foi chegando lá e já viu a Maria, já se apaixonou, já ficou namorando!
Chegou na casa dele e já falou:
— Pode fazer a cirola, tá bom, meu filho.
Ela foi correndo e comprou 3 metros de pano daquele cheio de florzinhas, e usou 2 metros desse pano.
— Meu filho, eu fiz sua cirola.
— Cadê, cadê?
— Tá aqui, mas sobrou ainda 1 metro.
É, ele toda semana treinava, dava dois nozinhos pra cima do umbigo e um nozinho pra baixo do joelho.
Chegou no domingo! O dia da festa! A mais, ele comemorou, já vestiu a calça amarela, a butina e a cirola e foi!
Mas no meio do caminho? Ele tinha comido umas carnes gordas, era tempo de amendoim, comeu uma meia lata. Aí ele teve que soltar a passoca, foi num cafezal que estava ali perto, tirou a roupa com o maior cuidado pra não sujar e pendurou a cueca num galho! E soltou o barroso!
Na hora de ir embora esqueceu da cueca, e foi chegando lá, já chamou a Maria:
— Vem cá!
E ela foi, olha aqui, e tirou a cueca, e ela:
— Nossa, mas que tamanho!
E ele:
— Ainda tem 1 metro lá em casa!
