Casando a filha
Um fazendeiro queria casar a filha, mas queria casá-la bem.
Então ele teve uma ideia: anunciou o casamento da filha no jornal da cidade, colocando uma foto dela só de biquíni. Como sua filha era muito gostosa, assim chamaria mais pretendentes. Junto com a foto, o anúncio também dizia que, para casar com sua filha, o sujeito deveria possuir três requisitos: ser rico, ser corajoso e ter o pau grande.
No outro dia, choveu de pretendentes na casa do fazendeiro, mas, para sua decepção, ninguém conseguia preencher os três requisitos estabelecidos por ele: um era rico, era corajoso, mas não tinha o pau grande; outros eram bem dotados, eram corajosos, mas não eram ricos; outros eram ricos, bem dotados, mas não possuíam coragem; e assim foi o dia inteiro.
Quando já era noite e o fazendeiro já estava quase desistindo, a campainha começa a tocar sem parar. Ele abre a porta e não vê ninguém, olha para os lados e também não enxerga ninguém. Quando olha para baixo, se depara com um anão sem os dois braços.
Então ele pergunta para o anão:
— Pois não, em que posso ajudá-lo?
E o anão responde:
— Eu sou o cara que vai casar com sua filha.
O fazendeiro não se segura e solta uma longa gargalhada. Passando o riso, ele se desculpa e convida o anão a entrar, e vai logo perguntando:
— O senhor leu o anúncio?
— Sim — responde o anão.
— Pois bem, o senhor é rico? — pergunta o fazendeiro.
— Se sou rico, coloque a mão no meu bolso esquerdo — pede o anão.
O fazendeiro coloca a mão no bolso do anão e, para sua surpresa, retira várias notas de dólares. Devia ter mais de cem mil dólares no bolso do anão.
Não satisfeito, o anão pede para que coloque a mão no seu bolso direito.
O fazendeiro coloca a mão no outro bolso do anão e retira várias escrituras de terras. O anão devia ter duas Santa Catarina no bolso.
— Muito bem — diz o fazendeiro. — Rico, deu pra ver que o senhor é. E corajoso, é também?
— Se sou corajoso, na primeira guerra que participei perdi um braço, mas sou tão corajoso que participei de outra guerra e perdi outro braço — responde o anão.
— Muito bem — diz o fazendeiro. — Pra finalizar, e casar com minha filha, tu tem o pau grande?
— Se eu tenho o pau grande? — responde o anão. — Como o senhor acha que eu toquei a campainha?
