Cachorro-quente
Estava quase na hora do lanche e a mãe de Joãozinho queria comer um hambúrguer com muita maionese e muito ketchup. Mas, ao olhar na geladeira, viu que não havia ketchup. Recorreu ao seu filho:
— Joãozinho, vá comprar ketchup na padaria, mas veja só: se você voltar depois das oito horas, você não entra em casa, ouviu bem?
— Sim, mamãe.
E lá foi ele com o dinheiro à padaria. Comprou o ketchup e foi voltando. Na volta, viu um grupinho de meninos jogando futebol e se juntou a eles. No final, olhou no relógio e já eram oito e meia. Correu esbaforido para casa.
— Mãe, posso entrar? — gritou, batendo na porta.
— Não!
Ele foi embora com o ketchup debaixo do braço... Bateu no vizinho, mas não deixou. Andou a vizinhança toda até achar um motel. Foi ao balcão.
— Moço, será que o senhor poderia me deixar dormir aqui só essa noite, porque minha mãe me deixou do lado de fora?
— Claro, meu filho. Vá para o quarto 3, mas tome cuidado, que um homem vai ir para lá, hein!
— Tá.
Lá foi ele. Entrou no quarto e ficou debaixo da cama. Cinco minutos passados, entrou um homem enorme com uma loirassa no quarto. Eles se deitaram e o homem disse:
— Quero meter minha linguiça no seu pão!
João saiu de baixo da cama e disse:
— Quer ketchup?
