Bebum bom de cruzada
Um baita negrão, mas podre de bêbado, entrou em um ônibus de várzea e de cara enxergou uma senhora loira, gostosona, daquelas de babar, e rapidamente foi até o banco onde ela estava sentada e começou a se esfregar. A dita estava muito concentrada com aquelas revistas de palavra cruzada e o rapaz aproveitou: a cada curva que o ônibus fazia, o negrão afofava na mão. Teve hora que a loira não aguentou e, com muita raiva, disse:
— Preto, fedorento, fedido.
(Mas não diretamente ao negro, ela estava apenas se queixando.)
E o negrão, na sua bebedeira, respondeu rapidamente:
— Ô moça, se for com duas letras a resposta é CÚ.
