Bêbado na farmácia
Numa cidade do interior, um cidadão compra uma casa duplex e, como todo matuto, coloca um comércio embaixo e vai morar em cima.
O matuto abriu então uma farmácia. Primeiro dia de inauguração, aquela festa, banda tocando, carro de som anunciando pelo bairro, enfim. Nada de vender. Chegou a noite e não venderam um tilenol.
Chateado, triste, foi dormir pensando no dia seguinte.
Em plena as três horas da madrugada, aquela batida na porta desesperadora, e o dono da farmácia:
— Quem será uma hora dessas? Ora, passei o dia todo e não vendi nada, uma hora dessas querem comprar remédio? Não vou abrir!
Então a mulher dele, com voz de mandona:
— Vai abrir, homem, pode ser alguma mulher grávida, alguma velhinha passando mal! Levante e vá abrir.
Irritado, ele levanta no maior frio, abre a porta e aquela chuva de vento na cara, ele limpa o rosto e vê o bebinho da cidade com uma garrafa embaixo do braço, que diz:
— Vim me pesar!
