A meinha
Dois amigos pesquisadores se perdem em uma ilha deserta que não constava dos mapas.
Após longos oito anos, sem que alguém fosse lhes resgatar, um diz para o outro:
— Porra, cara, tô doido pra fuder, eu não aguento mais tocar punheta.
Ao que o outro responde:
— Eu também.
Então um sugere:
— Vamos fazer uma meinha.
O colega responde:
— Vai tomar no cú, cara, eu sou homem, que porra é esta?
O outro retruca:
— Qual é, cara, eu também sou homem, também sou casado, mas aqui não tem mulher, não tem um bicho pra gente comer o cú, só tem peixe, e além do mais só tem nós dois, eu não vou contar para ninguém e, se você mantiver segredo, ninguém saberá o que ocorreu. Ademais, eu já perdi a esperança de ser resgatado, porra, já tem oito anos que estamos aqui.
O outro pensou, pensou, e disse o seguinte:
— Está bem, mas aí, cara, é segredo.
E assim fizeram, sentiam vontade e lá ia um comer o cú do outro, ficaram assim cinco anos.
Treze anos depois de desaparecidos, uma expedição descobre a ilha e os localiza, levando-os de volta para a cidade. Ao chegar, as mulheres já haviam se casado de novo, então cada um decide ir para cidades distintas, mas sempre mantendo contato e, logicamente, as meinhas se encerraram e tudo mantido em segredo. Até que um dos sobreviventes passa a sentir um treco no cú que passa a lhe incomodar muito. Telefona para o colega e lhe revela o drama. O colega lhe aconselha a procurar um médico proctologista, porém lhe adverte para manter o segredo, lhe diz para dizer ao médico que o problema em seu cú fora causado por uma queda sobre um toco. Chegando no médico, este lhe manda tirar a roupa e passa a lhe examinar; após alguns minutos, lhe manda vestir a roupa e sentam-se à mesa. O médico lhe diz que é uma doença rara, porém foi causada por pica. O sujeito se irrita, agarra o médico pelo colarinho, lhe ameaça de porrada e, rangendo os dentes, diz o seguinte:
— Eu disse ao senhor que o meu problema foi ocasionado por uma queda sobre um toco.
O médico, que era um sujeito franzino, mas muito sacana, pede para ser solto, pedindo ao sujeito que aguardasse, que iria buscar o remédio.
O médico voltou em seguida com dois vidros e colocou diante do paciente, afirmando o seguinte:
— Temos aqui dois poderosíssimos remédios, um é para ferimento provocado por toco e o outro é para ferimento provocado por pica. Mas tem um detalhe: se houver troca de um pelo outro, é fatal, morte certa, não tem jeito. O senhor fique à vontade para escolher.
O sujeito começou a suar frio, olhava para um vidro, olhava para o outro, perguntando ao médico:
— Doutor, não tem jeito?
— Não, se trocar tá fudido, é vala com certeza.
Então o sujeito se decidiu:
— Olha, doutor, eu vou levar este para pica, mas que foi toco, foi.
