A maçã do amor
Um fanho estava desempregado e resolve falar com o amigo:
— Pois é, eu estou desempregado e eu não sei o que eu faço — disse o fanho.
— Por que você não vende maçã do amor? — falou o amigo.
— Boa ideia.
Então o fanho começou a vender maçã do amor.
No primeiro dia não vendeu nada, segundo dia nada e terceiro também nada. Então ele vai falar com o amigo:
— Eu não tô vendendo nada — disse o fanho para o amigo.
— Mas você tem que colocar um sabor diferente na maçã do amor — disse o amigo ao fanho.
Então no dia seguinte o fanho vendendo maçã:
— Olha a maçã do amor com gosto de pereréca — disse ele gritando. Então ele vendeu tudo no primeiro dia, no segundo vendeu tudo e no terceiro também vendeu tudo. Um certo dia chega um negão, forte, alto, daqueles brutamontes, para comprar maçã:
— Isso daí tem gosto de pereréca mesmo? — perguntou ele com a voz supergrossa ao fanho.
— Tem, tem sim senhor — disse ele com aquela voz de fanho.
— Olha lá, heim! Se não tiver gosto disso eu te mato. — Então o negão abre a embalagem da maçã e dá uma mordida:
— Isso aqui tá com gosto de bosta — disse o negão.
Então o fanho, com aquela voz, disse:
— Ah, dá uma viradinha.
