A empregada
Um pobre rapaz da roça queria namorar a filha do fazendeiro, mas o fazendeiro, muito bravo, não queria o namoro de maneira alguma. Não tendo saída, o rapaz vestiu-se de mulher, apelidou-se de Mariinha e foi trabalhar na casa do fazendeiro. À noite, quando ia dormir, a filha do fazendeiro disse que queria dormir com a Mariinha porque tinha medo. O fazendeiro não se importou. No outro dia de manhã, a filha do fazendeiro, ao acordar, saiu toda sorridente do quarto dizendo:
— Pena branca, pena de galinha, como é bom dormir com a Mariinha!
E assim passaram-se os dias, e a filha do fazendeiro só cantarolando. Num certo dia, a filha do fazendeiro teve que viajar às pressas, não tendo tempo de avisar Mariinha. Quando chegou a noite, o fazendeiro, já encabulado com os cantarolares da filha, resolveu ir dormir com a empregada para ver o que ela tinha de tão bom. No outro dia, o fazendeiro todo feliz levanta-se e fala:
— Pena preta, pena de urubu, como é bom dormir com o pau no cu.
