A bala
O cara chegou no bar ainda sóbrio e foi até o balcão:
— Aí, me dá a bebida mais forte que você tiver aí.
Aí o dono do bar deu pinga pro cara. O cara bebeu e resmungou:
— Porra, isso é o mais forte que você tem?
Aí o dono, intimidado, deu uma mistura fortíssima.
— Mas que merda, hein, isso é bebida pra criança! — resmungou o cara de novo.
Aí o dono do bar já tava puto. Foi nos fundos do bar, abriu o capô do seu fuscão 69, tirou óleo, água do radiador, gasolina, pôs ácido, pólvora e ainda colocou uma bala de 38.
Enquanto isso, lá estava o bêbado bebendo e enchendo o saco de todo mundo.
Então volta o dono do bar com aquela mistura:
— Agora eu quero ver você beber isso e reclamar que é fraca.
O cara, já torto, bebeu, esperou um pouco, pagou a conta e foi embora sem falar nada.
No outro dia, volta o cara ao mesmo bar, chega no balcão e diz pro dono do bar:
— Porra, aquela última de ontem é do caralho mesmo, hein. Me vê outro copo daquilo, mas por favor sem a bala de 38, pois ontem eu dei um peido e matei minha sogra.
